27 maio 2007
01 maio 2007
TDC, freeport e a realidade
Hoje fui pela primeira vez ao freeport e, ao voltar para Lisboa, tive a mesma sensação que tenho quando volto do trabalho de campo, uma sensação de regresso à realidade. E, devo dizer, não gostei muito. É como se, no campo (ou no freeport lol), os problemas e as preocupações com que normalmente ocupo a minha cabeça estivessem de certa forma adormecidos, embora continuem a fazer-se sentir. Claro que foi mau ser comida pelas herbáceas carnívoras ou ver a Joana triste com os seus botões ou com os botões das calças que não lhe assentavam como queria. Mas tirando isso, não tinha muito tempo para pensar nas minhas “pequenas” invenções mentais, em procurar artigos, ler os quinhentos que estão no dossier, dar uma revisãozita nos que já li para ver os tratamentos estatísticos, etc.. Duvido que vá ter vontade de acordar cedo para fazer isso tudo ou para ir para o laboratório, no entanto já lá vão quase quatro semanas a acordar por volta das 6h para ver ratinhos, e só nos últimos dias é que o cansaço queria levar a melhor (mas levantei-me na mesma).
No fundo, não há nada como ser uma questão de vida ou de morte.
TDC (trabalho de campo) de Abril
Na passada sexta-feira regressei da segunda quinzena de trabalho de campo. Desta vez armámo-nos em valentonas e decidimos trabalhar o fim-de-semana do meio. Escusado será dizer que o resultado foi tudo a cair para o lado a meio da segunda semana. E não foi só o cansaço físico, foi a falta de tempo para pensar. Não sei se me estou a explicar bem... O que se passa é que, como estamos no campo desde cedo, ao fim do dia o esquema seguído é mais ou menos o seguinte: banho, jantar e cama (banho e jantar não necessariamente por esta ordem, mas cama sempre no fim:)), com direito a um bocadinho de televisão pelo meio para rir um bocadinho. O problema deste ritmo é que nunca temos tempo para pensar no que aconteceu durante o dia e no planeamento do dia seguinte. Às vezes deitava-me e começava “amanhã preciso de levar material para o levantamento do coberto vegetal, deixa lá ver o que é preciso ... ZZZZZ” e pronto, já estava a dormir. Por causa disto, cheguei ao fim dos 15 dias com um monte de informação no meu cérebro todo desorganizado. Tentei pôr tudo no sítio durante o fim-de-semana, mas foi em vão... Filmes, saídas familiares e jantares entre amigos pareceram-me bem melhor :). Amanhã dedico-me à limpeza cerebral!
Ah! Gostava de mostrar aqui um dos meus bichinhos, mas por enquanto não tenho autorização... Vão ter que acreditar em mim quando digo que são muitos fofinhos! Mas já levei uma dentadinha...
25 março 2007
Gato abat-jour
O meu gato Gaspar sofreu um pequeno acidente (levou uma dentada no rabo) e anda de abat-jour/funil/colar elizabetano (ahah descobri num site de veterinária!) há cerca de um mês. No início estava murcho porque tinha febre e assim não ligava muito ao colar, só queria dormir, mas quando passou a febre voltou a ficar eléctrico. E eléctrico de funil e sem poder ir à rua é um stress! Coitadinho! Levei-o uma vez à rua de trela mais ainda foi pior, assoprou-me quinhentas vezes, umas durante o passeio porque eu não podia ir para debaixo dos carros como ele queria, e as restantes quando teve que voltar para casa ao colo! Passa a vida atrás de nós, bate em todo o lado (agora menos porque já aprendeu a conduzir o novo corpo!), abana a cabeça quando anda e chateia-se muito porque não se pode lavar. Tivemos que pôr tacinhas espalhadas pela cozinha para ele poder acertar na comida e na água e se ele já gostava que lhe coçassem o pescoço, agora gosta a triplicar!Aqui está ele nos mimos em cima da minha mãe:)
Algumas fotografias do trabalho de campo!
Trabalho de campo!
Depois de expostos os pontos menos positivos, devo dizer que gostei muito da semana! É certo que foi muito cansativa (na sexta estava tão cansada que tive medo de me deixar dormir no autocarro e depois não acordar lol), mas aprender a manusear os mamíferos, a identificar a espécie, o sexo, a pesá-los e a medi-los foi muito giro! Claro que eu e a Joana ainda estamos mesmo no início, mas a Ana ajudou-nos bastante, e tirando os ratinhos mais irrequietos e os sexos menos definidos o resto já corria mais ou menos bem! Também aprendemos a colocar e aferir as armadilhas, onde se tem que colocar um isco de sardinha, aveia e óleo e um bocado de algodão para fazerem o ninho.
Foi uma semana complicada, como acho que são sempre os trabalhos de campo (e não só) no início. Mal-entendidos, problemas de logística e falta de tempo ainda causaram algum stress, mas é na altura de passar os planos do papel para a prática que nos deparamos com estas coisas.
Mas a simpatia de todos e o número de capturas compensou tudo!
12 março 2007
Primeiro dia na Secil!
No entanto, a falta de interesse foi compensada pela dose industrial (piada muito fraca...) de riso ao longo das viagens de jipe, com a Joana meia fora do carro para não enjoar e os restantes a evitar cabeçadas no tecto!
E amanhã, nova aventura!
11 março 2007
(falta de) Tempo
Esta quarta-feira passei o dia inteiro na Arrábida e cheguei a casa a cair para o lado (acho que ainda dormi um bocadinho no regresso, o que é bastante horrível tendo em conta que tinha o nariz entupido e que as luzes do comboio, ao contrário das do expresso ao fim do dia, não são nada discretas) e com uma pré-gripe. Com isto tudo, por volta das onze e tal já estava na cama, coisa que não fazia há tanto tempo que nem me lembro da ultima vez que aconteceu. Dormi lindamente (com a ajuda de algumas drogas, mas nada de importante!) e na quinta-feira de manhã acordei fresca que nem uma alface! Está bem que o nariz continuava do avesso, mas pensei "devia fazer isto mais vezes!" e é claro que o fiz... Por isso é que me deitei às 2 e tal e hoje só sai da cama quase às 11... A culpa é da tv! lol



















