Quarta-feira: sushi (grande barrigada!) Terça-feira: bowling (todos jogadores profissionais;)) Segunda-feira: quarto mais ou menos terminado! Domingo: arrumações (quando a minha Mãe abrir a biblioteca eu aviso...) Sábado: carapaus e veterinário para o senhor Leão (muito bem comportado) No resto dos dias: insectinhos! (bem, isto na realidade não é um insecto, mas pertence ao mesmo filo...)
Este ano estreei-me em festivais no segundo dia do Alive! 07 e saí bastante satisfeita!
A primeira banda (Triangulo de Amor Bizarro) ia-me pondo surda, mas tirando isso até gostei deles. Também a culpa de ficar com os ouvidos esquisitos, tipo avião, foi minha porque resolvemos, pela primeira vez nas nossas vidas (ou seja, na minha, na da Sofia e na do Zé), ficar o mais à frente possível com sacrifícios lol (leia-se não arredar pé, ou pelo menos fazê-lo o menor número de vezes antecipando a hora de jantar e as idas ao wc). Mas valeu a pena! Felizmente, o efeito avião desapareceu e quando começou Balla já estava mais ou menos reposta. Também gostei do concerto, só me irritou um bocado um grupinho de impacientes que não parava de mandar vir. Acho que quando se vai a um festival já se sabe que vão tocar bandas de que gostamos menos, mas não há razão para achincalhar, se não aguentam que façam outra coisa, que coisas para fazer não faltam.
A seguir entraram os White Stripes e gostei muito! Para ser sincera só conhecia duas ou três músicas deles, nem uma letra tinha na ponta da língua (ou em qualquer outra parte dela), mas achei o concerto muito bom e estou cheia de curiosidade de explorar os álbuns! Posso até nem achar piada enfiados na aparelhagem, mas ao vivo achei-os mesmo muito bons.
Até aqui vi os concertos bastante confortável, sem grandes apertões e a cerca de 3/4 metros das grades, o que me estava a deixar bastante entusiasmada. Quando terminou White Stripes veio uma enchente de gente que me levou a pensar duas vezes na minha localização, mas que não me tirou o entusiasmo, apesar do calor estar a aumentar e a reserva de água a diminuir... Quando começou o concerto foi a desgraça! Lugar bom?! Que é isso? A primeira canção foi a Today e desisti de cantar a meio. A confusão era tão grande, levámos com tanto pessoal em cima que comecei a desanimar (e a ficar um bocadinho preocupada, porque eu não tenho propriamente 1.80m nem 80kg...) porque não conseguia ver uma luzinha do palco, quanto mais a banda. Felizmente começou a chover e isso aliviou pelo menos a parte do calor, além de dar um toque mágico ao concerto. Com o mosh abriu-se algum espaço e consegui ficar num sítio muito bom (embora alguns metros para trás...) o resto do concerto. Tocaram montes de músicas conhecidas, misturadas com as do novo álbum, que me fez lembrar mais os Smashing pré-Adore. O Billy Corgan não falou muito com o público, pelo menos directamente, mas fez bastantes gestos durante as músicas de que gostei bastante (nunca me vou esquecer de quando ele apontou para o público enquanto cantava "we must never me apart" da Ava Adore, no último concerto no Restelo). Apesar de ter adorado muitas músicas, a que gostei e me fez arrepiar mais foi a Thirty Three. Foi tão bom! Deixo aqui o vídeo para se quiserem espreitar:).
Depois de cerca de duas horas de concerto lá terminaram e fiquei com uma sensação... estranha. Estes concertos com muitas expectativas são sempre complicados! Apesar de ter gostado bastante, faltaram algumas coisas para ser perfeito: o resto da banda (eu gostava da D'arcy e do James...), tocarem Mayonaise, By starlight, Porcelina, Ptumbleine, For Martha (e mais uma data delas!) e por fim o ppl saltar em vez de fazer mosh para eu tentar manter o meu lugarzinho fantástico, guardado desde as 6 da tarde.... Muitos impossíveis!
Ah! A piada da noite foi o Zé ter gritado Mayonaise e atrás de mim gritarem ketchup e molho de alho (esta foi original lol).
Se eu trabalhar 12 horas por dia, sem fins de semana, consigo ver todos os copos que tenho em cerca de 5 meses. Tendo em conta que tenho cerca de 2 meses, devo estar preocupada?
O TDC com os ratinhos já terminou e agora resta-me classificar insectos e terminar a amostragem da vegetação. Se as herbáceas me estavam a pôr maluca, nem quero pensar em que estado vou ficar caso tenha que analisar todas as pitfalls recolhidas (são uns copinhos enterrados no chão e para onde caem os desgraçados dos insectos que escolheram o sítio errado para passar)... Só para terem uma ideia, ainda não comecei a classificar animais, só os estou a separar da areia, e tenho demorado uma média de 2 horas por copo. Isso não me parece muito mau, o horror é ter cerca de 450 copos para ver até Setembro! Ui ui! Isso é que vai ser passar dias nos copos! lol Aqui fica uma imagem dos bichos que tomaram banho durante o dia de hoje:E a casinha deles (até tem número! lol):
Hoje fui pela primeira vez ao freeport e, ao voltar para Lisboa, tive a mesma sensação que tenho quando volto do trabalho de campo, uma sensação de regresso à realidade. E, devo dizer, não gostei muito. É como se, no campo (ou no freeport lol), os problemas e as preocupações com que normalmente ocupo a minha cabeça estivessem de certa forma adormecidos, embora continuem a fazer-se sentir. Claro que foi mau ser comida pelas herbáceas carnívoras ou ver a Joana triste com os seus botões ou com os botões das calças que não lhe assentavam como queria. Mas tirando isso, não tinha muito tempo para pensar nas minhas “pequenas” invenções mentais, em procurar artigos, ler os quinhentos que estão no dossier, dar uma revisãozita nos que já li para ver os tratamentos estatísticos, etc.. Duvido que vá ter vontade de acordar cedo para fazer isso tudo ou para ir para o laboratório, no entanto já lá vão quase quatro semanas a acordar por volta das 6h para ver ratinhos, e só nos últimos dias é que o cansaço queria levar a melhor (mas levantei-me na mesma).
No fundo, não há nada como ser uma questão de vida ou de morte.
Na passada sexta-feira regressei da segunda quinzena de trabalho de campo. Desta vez armámo-nos em valentonas e decidimos trabalhar o fim-de-semana do meio. Escusado será dizer que o resultado foi tudo a cair para o lado a meio da segunda semana. E não foi só o cansaço físico, foi a falta de tempo para pensar. Não sei se me estou a explicar bem... O que se passa é que, como estamos no campo desde cedo, ao fim do dia o esquema seguído é mais ou menos o seguinte: banho, jantar e cama (banho e jantar não necessariamente por esta ordem, mas cama sempre no fim:)), com direito a um bocadinho de televisão pelo meio para rir um bocadinho. O problema deste ritmo é que nunca temos tempo para pensar no que aconteceu durante o dia e no planeamento do dia seguinte. Às vezes deitava-me e começava “amanhã preciso de levar material para o levantamento do coberto vegetal, deixa lá ver o que é preciso ... ZZZZZ” e pronto, já estava a dormir. Por causa disto, cheguei ao fim dos 15 dias com um monte de informação no meu cérebro todo desorganizado. Tentei pôr tudo no sítio durante o fim-de-semana, mas foi em vão... Filmes, saídas familiares e jantares entre amigos pareceram-me bem melhor :). Amanhã dedico-me à limpeza cerebral!
Ah! Gostava de mostrar aqui um dos meus bichinhos, mas por enquanto não tenho autorização... Vão ter que acreditar em mim quando digo que são muitos fofinhos! Mas já levei uma dentadinha...
O meu gato Gaspar sofreu um pequeno acidente (levou uma dentada no rabo) e anda de abat-jour/funil/colar elizabetano (ahah descobri num site de veterinária!) há cerca de um mês. No início estava murcho porque tinha febre e assim não ligava muito ao colar, só queria dormir, mas quando passou a febre voltou a ficar eléctrico. E eléctrico de funil e sem poder ir à rua é um stress! Coitadinho! Levei-o uma vez à rua de trela mais ainda foi pior, assoprou-me quinhentas vezes, umas durante o passeio porque eu não podia ir para debaixo dos carros como ele queria, e as restantes quando teve que voltar para casa ao colo! Passa a vida atrás de nós, bate em todo o lado (agora menos porque já aprendeu a conduzir o novo corpo!), abana a cabeça quando anda e chateia-se muito porque não se pode lavar. Tivemos que pôr tacinhas espalhadas pela cozinha para ele poder acertar na comida e na água e se ele já gostava que lhe coçassem o pescoço, agora gosta a triplicar!
Ontem teve finalmente um dia interessante! Como a casa vai ser pintada, a minha mãe andou em mudanças e teve que tirar montes de coisas dos móveis. Foi o paraíso! Coisas novas, sítios para meter o focinho e cheirar (embora o funil limite muito a exploração) e montes de tralha para subir!